ATENÇÃO a todos os candidatos do ISSI 2012

ATENÇÃO:

Todos os vencedores das bolsas de 2012, já foram devidamente comunicados.

Aos demais candidatos (não aprovados) foi enviado um email de agradecimento.

Para mais informações oficiais do programa, visite os sites abaixo:
* Site oficial do Instituto Weizmann de Israel - visite
* Site oficial com a relação de Programas do Instituto Weizmann de Israel - visite

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DEPOIMENTOS DE QUEM JÁ FOI...


Ludmila Vieira - Bolsista 2011

"Não tem como escrever sobre a experiência no Weizmann Institute of Science sem falar de Israel, das pessoas, dos passeios. Ter a oportunidade de passar um mês no instituto foi melhor que um sonho: foi poder passar os dias pesquisando em um projeto científico (escolhido por mim) que eu não somente adorei, mas também pude fazer links com o meu projeto aqui no Brasil, ampliar meu conhecimento científico e começar a fazer as 'tais perguntas certas'. E também conhecer pessoas incríveis de países conhecidos e inimagináveis, passar a ter amigos especiais espalhados pelo planeta. Foi sair do laboratório para conversar com a Nobel de Química, assistir palestras divertidas (e outras chatinhas) e ter atividades noturnas que iam de aprender a dançar salsa a sair para a escalada indoor. E comer hummus e falafel e pita até passar mal. E conhecer algumas das cidades mais incríveis que já visitei: Jerusalem, Ein Gedi e Eilat, e nelas fazer caminhadas exaustivas no deserto (as quais incluiam lições de sobrevivência), fazer parasailling no Mar Vermelho, boiar no Mar Morto e sentir/viver Jerusalem. Fazer parte do Internation Summer Science Institute é (ter feito) ciência, é (ter aprendido sobre outras) cultura(s), é história, é ter amigos de todo o mundo... É tanta coisa e, estranhamente, ainda faltam palavras que possam mostrar o quão importante e especial esse um mês foi para mim."

Tamara Gedankien - Bolsista 2011

"Dentre todas as reflexões relacionadas a ideologias e filosofias sobre o mundo, sempre me interessei por aquelas expressadas por cientistas. Por gostar da objetividade e da concretude das idéias e por me identificar com suas perguntas e, sobretudo, com a maneira em que eles se sentem a respeito das coisas ao nosso redor. Em tais livros, se fala muito sobre o processo da ciência. Sobre a curiosidade, a determinação, a perseverança e o dito cósmico prazer da descoberta. Se você tem a curiosidade dentro você, você entende quando alguém te descreve um fenômeno da biologia ou da física ou da matemática ou de todas elas juntas. Era assim que me sentia ao ler esses cientistas falarem sobre curiosidade. Eu entendia daquilo. Quando eles começavam a descrever o ‘fazer ciência’ e o momento da compreensão, eu também me fascinava. Talvez até mais. A única diferença é que, nesse caso, eu só fingia que entendia. Em um mundo em que respostas são encontradas a base de um punhado de cliques, talvez a maioria de nós não tenha noções verdadeiras da batalha da ciência. Como exatamente as áreas das ciências naturais se unem e descrevem os fenômenos que desfilam diante de nossos olhos? Como se persegue uma hipótese dia após dia? Como você lida com algo que você literalmente não faz idéia de como funciona? Qual é o real gosto da tão romantizada perseverança dos considerados bons cientistas? Poderia ler mil livros. Nenhum deles me faria entender ou sentir, de fato, o que é fazer ciência. Participar do ISSI no último mês de Julho foi isso. Foi entender e sentir de verdade o que é ser um cientista. Foi ganhar e vestir os óculos da ciência para enxergar o mundo. Uma espécie de óculos de deslumbramento e de futuro. Afirmo, fácil, que nunca ganhei um presente melhor. A riqueza da experiência do ISSI no Instituto Weizmann não caberia no mais extenso dos relatórios. Tanto por ser imensamente intensa, como por conter aprendizados e momentos que dificilmente poderiam ser contados ou escritos. Só e, simplesmente, vividos".


Luciano Rosset - Bolsista 2011

"O mês que passei em Israel com o Weizmann Institute of Science foi inesquecível. Lá tive a oportunidade de participar de uma pesquisa científica ao lado de grandes pesquisadores, conheci pessoas de diversas nacionalidades e viajei por um país pequeno geograficamente, mas cheio de cultura. O instituto já é algo à parte para se conhecer. O acesso aos recursos e a liberdade que se tem para fazer uma boa pesquisa são indescritíveis. Tivemos palestras com vários grandes cientistas, até mesmo com a ganhadora do prêmio Nobel Ada Yonath. Também tivemos a oportunidade, ao final das pesquisas, de apresentar nossos projetos. As viagens por Israel foram incríveis, passando por marcos religiosos como o muro das lamentações e o santo sepulcro, ruínas do império romano, o mar vermelho e, ao final, uma semana presenciando de perto a natureza característica daquele local. Agradeço a todos que tornaram essa viagem possível."


Ulisses Lakatos - Bolsista 2011

"Fazer ciência é expandir horizontes: os do seu próprio conhecimento, mas, principalmente, o de todos aqueles que, como você, dedicam suas forças a desvendar os mistérios das origens e do fim da vida e do universo. Por isso, a pesquisa não pode ser vista como empreendimento individual, mas algo feito por pessoas - pessoas que compartilham alguns objetivos e paixões, mas são também muito diversas. O ISSI é uma experiência inestimável para aqueles que decidiram entrar nesse mundo: de uma vez proporciona contato não com os futuros cientistas de um único país, mas de mais de dez, cada um deles com seus únicos costumes, métodos e motivações. Claro, acima de todos os demais destaca-se Israel, que é o anfitrião que acolhe a todos. O ISSI é indissiociável da experiência de conhecer um país tão único e bonito. De uma vez, pude não só aprimorar meu conhecimento na área científica, mas também desenhar algumas bonitas paisagens, expandir meu repertório culinário (aprendi a fazer tahine e halwa) e, claro, me enriquecer dos pontos de vista político e cultural. Definitivamente, uma experiência marcante, que eu recomendo a todos que desejam fortemente trabalhar com ciência no futuro."


Ana Clara Cassanti - Bolsista 2011

"A experiência de passar um mês no Weizmann Institute é algo que com certeza não conseguirei expressar com as palavras necessárias. Foi um mês no qual adquiri muito conhecimento, este não apenas científico, mas cultural também. Lembro-me de mencionar que meu maior desejo de ir participar do programa era para conhecer novas culturas, novos modos de pensar e para aprender ciência com pesquisadores tão conceituados e importantes. Este meu desejo, realmente foi realizado e muito além do que imaginava. Meu contato com a ciência foi de uma maneira que nunca tinha vivido antes. Os laboratórios, as pesquisas, o interesse dos pesquisadores com que tive contato, foi sensacional. Porém, o que mais me impressionou foi o fato de existirem pessoas que olham a ciência com uma paixão sem fim, e que sem ela não poderiam viver, um conhecimento que me foi passado por meio de sentimentos, pelo modo de falar das pessoas, algo que eu jamais poderia aprender na teoria de livros e teses, que só a prática poderia me trazer. Sendo esta trazida de maneira esplendorosa. Entretanto, também não posso deixar de mencionar dois aspectos muito importantes dessa experiência. Primeiro, o contato com 70 outros estudantes dos mais diferentes lugares do mundo, como Inglaterra, Coréia do Sul, Alemanha, entre outros. Poder conhecer sobre diferentes culturas, o modo de pensar e agir nas mais diferentes situações. No meu caso foi muito importante conhecer como cada país lidava com questões energéticas, que era a minha pesquisa em Israel e meu sonho de pesquisa no Brasil, pois assim consegui trazer para o Brasil muitas ideias relacionadas a esse assunto. Tal fato, com certeza me acrescentou muito e me ajudou a ver novas possibilidades de pesquisas aqui no país. Gostaria também de comentar sobre uma parte muito importante, que foi ter conhecido Israel. Um país que definitivamente não pode ser explicado com palavras, que só estando no lugar, conhecendo e vivenciando, que a pessoa vai saber como é. É um país mágico, de muitas culturas vivendo em conjunto, com pessoas únicas a quem temos muito o que aprender. Poder ter conhecido a comida, o deserto, as religiões, foi sensacional. Ter participado do 43rd International Summer Science Institute foi uma honra, que só tenho o que agradecer pela oportunidade e posso afirmar com toda certeza que foi uma experiência única e maravilhosa."


Ivan Lavander Candido Ferreira - Bolsista 2010

"Candidatei-me para o ISSI – International Summer Science Institute – pela possibilidade de vivenciar experiências que normalmente eu não viveria. Acabou indo muito além do que era de se imaginar. Viajar por Israel desde a Galiléia no norte, jantar com amigos do Azerbaijão, Alemanha, EUA, Korea, Inglaterra, Espanha, México, Hungria em Tel Aviv port, passando pelo Santo Sepulcro de Cristo em Jerusalém, indo fazer parasailing no Mar Vermelho após uma ótima noite em Eilat, até acampar no deserto da Judéia, vai além de qualquer expectativa! Se a parte científica pode parecer desestimulante para alguns, conhecer de perto e vivenciar pesquisas, inclusive renomadas e influentes internacionalmente (como a premio Nobel em química de 2009, profa. Dra. Ada Yonath, que foi minha supervisora no laboratório onde pude estagiar), torna qualquer trabalho em prazer, seja pela curiosidade ou pela motivação que nos é instigada. Com certeza concretizou minha vontade de seguir para área acadêmica. Uma oportunidade única e inesquecível, que não sei como é possível agradecer aos Amigos do Instituto Weizmann pela chance que me foi dada!"


Fernando Augusto Gouvêa Reis - Bolsista 2010

“O mês passado em Israel, cursando o 42° International Science Summer Institute, foi sem dúvida o melhor da minha vida. Conheci pessoas incríveis que levarei na memória para sempre, além dos lugares visitados, diferentes culturas e comidas experimentados. Sem sombra de dúvidas, me sinto bem mais maduro, com uma nova visão de mundo e perspectivas acadêmicas mais sólidas para o futuro. Muito obrigado aos Amigos do Instituto Weizmann por me proporcionarem a melhor experiência que já tive”.


Ana Cláudia Martins Ciconelle - Bolsista 2010

“É difícil imaginar como uma viagem pode ser tão rica para o conhecimento acadêmico, a descoberta de um local tão distante cultural e fisicamente e a oportunidade de se conectar ao mundo através de estudantes, como nós, de origens tão distintas. O ISSI - International Summer Science Institute conseguiu alcançar todos estes objetivos, incentivando e apresentando a grandeza de se seguir uma carreira de pesquisa científica que inclua a interdisciplinaridade e a associação entre (futuros) cientistas. A bagagem que o programa nos ofereceu é algo que carrega-se para sempre, uma oportunidade única para fortalecer nossos sonhos”.


Lucas Virgili Filgueiras Leiro - Bolsista 2009

Não creio que existam palavras para descrever a experiência de ter passado um mês em Israel, estudando no Instituto Weizmann. Viagens desse tipo são normalmente dadas a pós-graduandos e nós tivemos essa grande oportunidade para ampliarmos nossa visão do que é ser um pesquisador. Além disso, convivemos com diversas culturas, e praticamos nosso inglês. E mais, conheçemos ainda Israel e algumas de suas belezas, andamos pelo deserto e flutuamos no Mar Morto. Uma viagem inesquecível, sem dúvidas. O programa inteiro foi muito bem organizado. Sempre que houvesse necessidade havia alguém que nos pudesse auxiliar, academicamente ou não. Durante as viagens, estávamos acompanhados durante todo o tempo, e pudemos visitar todos os lugares de forma segura.


Bruno Fernando de Oliveira Buzo - Bolsista 2009

“Descobrir novas coisas é incrível, saber que também há um grupo de pessoas que acreditam em você, então, é melhor ainda. Foi com esse pensamento que me inscrevi no concurso de seleção para os bolsistas dos Amigos do Weizmann ano passado. Ter sido selecionado para o Dr. Bessie Lawrence International Summer Science Institute foi uma das melhores notícias que eu recebi durante toda minha vida. Tive a oportunidade de entrar em contato com importantes pesquisadores em Israel, aprender muito sobre a cultura israelense e fazer muitos amigos do mundo inteiro com os quais eu mantenho contato até hoje. Sem dúvidas, o Weizmann foi determinante na escolha da minha carreira dentro do meu curso; antes do ISSI, eu já tinha plena idéia que gostaria de ser pesquisador, mas foi a linha de pesquisa que acompanhei junto no laboratório (isso inclui vários experimentos que davam certo, conclusões que me vinham do nada e também derrotas quando aquele experimento que você acompanhou durante horas deu tudo errado) que me fez escolher a área de pesquisa que sigo até hoje (Imunologia Tumoral e Transdução de Sinal). Não é muito fácil ser pesquisador no Brasil, admito, mas é uma profissão muito agradável e o fato de descobrir novas coisas, realizar pesquisas de base e ajudar - mesmo que indiretamente - bilhões de pessoas não tem preço! Agradeço muito a oportunidade dada pelos Amigos do Weizmann, que continuam acreditando em jovens que determinam parte de suas vidas para a ciência e tecnologia. Aos que vão se inscrever para o programa: boa sorte, e preparem-se para a melhor oportunidade de suas vidas!”

César Augusto Christensen Iki - Bolsista 2009

É realmente uma sensação incrível saber que a sua redação foi escolhida dentre tantas outras. A sensação de fazer uma entrevista e ser um dos finalistas é maior ainda. Receber a notícia de que você foi um dos escolhidos para representar o nosso país em um programa científico no Instutito Weizmann, é então verdadeiramente indescritível. Eu não posso nem começar a expressar tal sensação. Aos que irão se escrever no concurso, boa sorte, vocês não irão se arrepender. Participar do ISSI foi sem a menor dúvida a experiência mais marcante da minha vida, tanto pessoal quanto acadêmica. Ter a oportunidade de trabalhar lado a lado com os pesquisadores em um instituto como o Weizmann, não tem preço. Não somente a experiência aumentou ainda mais a minha vontade de ser pesquisador e fazer algo para a humanidade, ela me ensinou muito sobre outras culturas. Vocês terão a oportunidade de se relacionar com pessoas do mundo inteiro, aprender suas culturas, seus modos de pensar. E não somente pessoas quaisquer, pessoas dedicadas e que apreciam a ciência, assim como você. Eu poderia escrever um livro sobre todas as pessoas, experiências, aventuras e tantas outras coisas que tive a oportunidade de vivenciar durante a minha participação no ISSSI. O melhor conselho que eu posso dar é que se dediquem verdadeiramente ao máximo, não poupem esforços em relação a serem escolhidos, vocês só tem a ganhar. É uma experiência que vocês jamais irão esquecer.


Alexandre Kanas - Bolsista 2008

Foi uma experiência de vida ímpar. Tivemos contato com a mais alta tecnologia existente no mundo, com a oportunidade de realmente utilizar os equipamentos (hands on) para realizar experimentos, sempre orientados e supervisionados por cientistas de alto nível. Eles estavam sempre a nossa disposição, com o maior prazer em nos ensinar. Todos os dias havia também, no final da tarde, uma palestra sobre algum tema científico palpitante, dada por professores especialistas, e também bastante didáticos. Foi uma incrível iniciação científica, a qual nós não poderíamos nunca ter acesso a não ser por esta iniciativa do Instituto Weizmann e do patrocínio do grupo de amigos do Instituto Weizmann. Tão importante como a parte científica foi o contato e a integração de mais de 70 jovens universitários judeus e não judeus de 15 países ao redor do mundo.O programa enfatiza e estimula esta integração e pudemos fazer grandes amizades.Pela qualidade dos participantes (havia universitários de Yale, Oxford, Harward, Cambridge, Paulista e USP) existe uma grande chance de uma boa parte deles estar chefiando laboratórios de pesquisa ao redor do mundo dentro de 15-20 anos. E, se soubermos cultivar a amizade desenvolvida no Weizmann, eu consigo imaginar a integração que possa vir a existir entre um pesquisador dos Estados Unidos com um da Inglaterra, outro do Brasil e outro do Cazaquistão, facilitando estudos multicêntricos e permitindo uma melhor globalização e evolução da ciência no mundo. Apenas este efeito secundário já justificaria a existência do ISSI nos próximos 200 anos. A prova para participação no ISSI é feita totalmente em Inglês, justamente para selecionar candidatos que já dominem a língua. O curso é dado em Inglês e, pela grande variedade das nações participantes, só conversávamos entre nós nesta língua. Portanto, além do aspecto científico, o ISSI proporcionou um grande incremento na qualidade do meu Inglês, muito maior, inclusive, do que ocorreu em um curso de Intercâmbio que tive a oportunidade de fazer no Canadá. Em termos científicos, o projeto em que trabalhei e a experiência adquirida serão de grande valia para meu futuro, independente da área da medicina na qual eu for atuar. O conhecimento trazido por nós três brasileiros, aliado ao que será trazido pelos próximos participantes do ISSI, poderá ter um papel importante e, com certeza, contribuir para o futuro da pesquisa no Brasil. O programa inclui ainda algumas viagens de fim de semana para conhecermos algumas partes de Israel. Conhecemos o Norte, Jerusalém, Eilat, o mar Morto e o deserto do Neguev, onde realizamos alguns experimentos científicos e estudamos a biodiversidade local. Foi minha primeira visita (espero que de várias...) a Israel e, sinceramente, acho que não poderia haver oportunidade melhor, pois além de conhecer as belezas e o povo, tive a chance de conviver com tecnologia de alto nível em um Instituto com laboratórios de excelente qualidade. Como único judeu entre o grupo brasileiro, fiquei muito orgulhoso ao ver como Israel, apesar de todas as guerras e dificuldades, segue desde a sua fundação sendo um país democrático, com um povo feliz, estando sempre em constante desenvolvimento e estimulando sempre a pesquisa de ponta. É também muito interessante a característica altruísta do Instituto Weizmann de compartilhamento da ciência, o que recebe grande destaque, ainda mais em um mundo globalizado e competitivo como o atual. Isso ajuda a divulgar, não só o Instituto, mas também o Estado de Israel para o restante do mundo, mostrando seu alto nível tecnológico e fazendo desaparecer o estereótipo de país perigoso. No começo do curso, vários colegas comentavam seu receio a atentados terroristas, mas, apenas em um mês, vimos que a segurança permite que a vida israelense transcorra normalmente e sem medos. No final deste ano haverá uma confraternização marcando os 40 anos da existência do ISSI. É incrível como, em apenas um mês, o Instituto Weizmann consiga nos incutir uma espécie de amor, pois já estou com saudades e já me sinto um amigo do Instituto Weizmann. A princípio planejo ir a esta confraternização dos 40 anos do I S S I, onde, além de reencontrar e reforçar a amizade com os meus colegas de curso, tenho certeza que conhecerei grandes cientistas do mundo todo, alguns até com premio Nobel, com os quais eu já tenho algo em comum: Somos todos amigos do Instituto Weizmann.


Caio Marco Bego - Bolsista 2008

O programa ISSI 2008 do Instituto Weizmann me enriqueceu de diversas formas, e vai deixar muitas saudades. Durante o mês em que o programa durou, não só pude participar da construção de conhecimento em um projeto pioneiro, mas também fiz muitas amizades. Posso dizer que a bagagem cultural com que voltei ao Brasil é inúmeras vezes mais pesada do que quando embarquei para Israel. Ainda tenho nítidos na memória muitos momentos, e acredito que assim permanecerão mesmo com o passar das décadas. Não há como esquecer a vista da cidade velha de Jerusalém, com igrejas, mesquitas e sinagogas que podem ser registradas em uma única fotografia. O mesmo para os 72 participantes boiando nas águas salgadas do mar morto, observando as montanhas da Jordânia no horizonte, e a noite em que dormimos a céu aberto no deserto da Judéia. A maior parte das bolsas para estudar no exterior são destinadas a pesquisadores da pós-graduação. Ainda estou na graduação, ainda não sou cientista e se não bastasse sou calouro na faculdade. Agradeço sinceramente aos amigos do Instituto Weizmann pela raríssima oportunidade. O mais interessante da experiência como um todo foi que, enquanto o projeto no laboratório confirmava minha vontade de seguir uma carreira acadêmica, aprendia muito sobre Israel e a cultura hebraica nas viagens de final de semana, o que foi simplesmente fantástico. Realmente espero que o programa continue por muitos anos para que outros também tenham o privilégio de vivenciar grande parte do que nós, os três participantes Brasileiros de 2008, vimos, sentimos e aprendemos.

Larissa Valdemarin Bim - Bolsista de 2008

Passar um mês em Israel... Apesar de eu já ter sido selecionada, isso não parecia muito real. E no começo eu ainda estava um pouco apreensiva, tinha medo de não corresponder às expectativas de todos, mas tudo mudou a partir do momento em que chegamos lá. O Instituto é um lugar muito bonito, todo arborizado, fomos muito bem cuidados, os dormitórios eram ótimos e as refeições também. Tudo era muito bem organizado e programado e era esperado que tivéssemos responsabilidade suficiente pra cumprir nossos deveres e horários. Os dias que passamos no laboratório foram muito produtivos. Como era a primeira vez que eu efetivamente trabalhava em um laboratório eu pude aprender muitas coisas novas, tanto no lado da ciência como no lado da dinâmica de uma vida dentro de um laboratório. Meu mentor foi um fator muito importante, porque ele foi muito paciente e atencioso comigo em todos os momentos, sempre explicando tudo com muita clareza e me ensinando muitas coisas que estavam alem do necessário ao meu projeto. O fato é que ele realmente gosta do que faz e isso é sempre contagiante. Fazer o relatório foi um desafio pra mim, não que eu nunca tivesse feito isso antes, mas eu estava sozinha (minha dupla havia trocado de projeto logo no primeiro dia), e demorei bastante pra escrever as 6 folhas pedidas, novamente meu mentor me ajudou muito, ele explicava as coisas pra mim de jeitos diferentes pra ficar mais fácil de entender, e também me ajudava a achar o melhor jeito de explicar os procedimentos toda vez q eu empacava no inglês. Quando eu terminei e imprimi meu relatório eu olhei pra ele e me deu uma sensação de orgulho muito grande, eu pensei “Nossa... fui eu que fiz!” – foi muito legal! – A apresentação foi muito tranqüila, como eu sempre tive problemas com públicos eu já estava nervosa antes de começar, mas na hora que eu subi lá eu me surpreendi com o fato de eu estar bem menos nervosa do que eu achei que ia estar e apresentei bem melhor do que o esperado (pelo menos pra mim). O clima ajudou bastante, era bem descontraído, apesar de a coordenadora de biologia ser bastante rigorosa. Fora do laboratório tudo era festa. Pudemos conhecer muitas pessoas de várias partes do mundo, várias culturas, e o programa em sí oferecia todas essas oportunidades, mostrando pra nós, nos dias livres, um pouco mais sobre a cultura e o estado de Israel. Essa foi uma parte que pra mim contou bastante, eram momentos de relaxamento (ou não, já que a gente não dormia durante a semana e menos ainda nos fim de semana – foi bem exaustivo, mas eu não faria diferente.), de interação, de diversão, sem nunca deixar de lado a aprendizagem, tanto com os guias sobre Israel, quanto com as outras pessoas sobre fatos diversos. Posso dizer que eu voltei de Israel diferente, mais aberta a novas experiências, com mais vontade de aprender, descobri que eu gostei muito de trabalhar com imunologia e que talvez Biomedicina seja mesmo uma carreira pra mim. Foi com certeza uma viagem de aprendizados e superações em muitos aspectos – descobri que eu posso fazer muito mais do que eu achava ser capaz. Muito Obrigada a todos que nos proporcionaram, direta ou indiretamente, essa experiência maravilhosa e com certeza única. Muito obrigada por confiarem e acreditarem em mim.

David Schlesinger - Bolsista 1998

Participei com mais dois brasileiros do ISSI em 1998. Trabalhamos em laboratórios diversos, assistimos palestras interessantes e aprendemos bastante. Só isso já teria valido a viagem. Mas pra completar, nos levaram para conhecer de perto Israel, de cima a baixo. Ainda me lembro daquele almoço na vila drusa no norte e da viagem ao deserto no sul. E isso fizemos sempre acompanhados de amigos do mundo inteiro, so Sudão à Suiça, da Argentina ao Japão. Hoje como neurologista e pesquisador do Hospital Israelita Albert Einstein, mantenho forte vínculo com o Weizmann por aquela viagem.

Fabrício Ferreira - Bolsista 1996

Estive no ISSI em julho de 1996. Depois disso, continuei meus estudo na área de Engenharia Elétrica na Escola Politécnica da USP,onde também participei em um projeto de iniciação científica na área de inteligência artificial. No ano de 1999 fui para a Alemanha para participar do programa de graduação sanduíche da CAPES/DAAD. Passei um ano e dois meses na Alemanha, aprendendo o alemão e realizando parte de meus estudos de graduação em Engenharia Elétrica na TU-Muenchen (Universidade Técnica de Munique). Aí realizei também um estágio na empresa Siemens na área de telecomunicações. De volta ao Brasil em 2000, segui com meus estudos realizando em 2001 meu estágio supervisionado na empresa Siemens, em São Paulo, na área de TI (banco de dados). De 2002 a 2003 trabalhei na SMZ, uma pequena empresa de consultoria em automação de sistemas de transporte ferroviários.Em outubro de 2003 voltei para a Alemanha para realizar um mestrado na área de tecnologia da informação (com foco em processamento de sinais) na HS-Mannheim (antiga FH-Mannheim), com o patrocínio da empresa Siemens. O curso foi concluído com uma monografia realizada em parceria com essa mesma empresa, no departamento CT PS 6 (Sensor Systems), na área de ultrassom para teste não-destrutivo de materiais. Desde 2005 trabalho como engenheiro de desenvolvimento no departamento onde realizei a minha tese de mestrado, na Siemens em Erlangen, Alemanha, onde também moro.Casei-me em novembro de 2007.

Prof. Dra. Alicia Kowaltowski - Bolsista 1992

Participei do ISSI em 1992, quando era primeiro-anista de medicina na UNICAMP. Foi uma oportunidade fantástica trabalhar em laboratório de pesquisa de ponta, visitar instalações laboratoriais de primeira qualidade nas mais diversas áreas e ter contato com jovens de todo mundo que, como eu, tinham um interesse em Ciência. Ao voltar, procurei logo um laboratório de pesquisa no Brasil em que pudesse realizar pesquisa científica enquanto fazia a graduação. Foi o início de minha atual carreira. Sou hoje professora associada do Departamento de Bioquímica da Universidade de São Paulo, onde coordeno um grupo de pesquisa dedicado ao estudo de bioenergética mitocondrial.

Prof. Dr. Roger Chamas - Bolsista 1983

Participei da 15a versão do ISSI, em 1983. Naquele ano, éramos quatro brasileiros no grupo de 66 pré-universitários. Minha área foi Biologia. A introdução à atividade científica foi de fato marcante e determinou muito de minha carreira. Era então primeiro-anista de Medicina, e quando retornei estava com o firme propósito de complementar minha formação na área de Biologia Celular e Molecular, e por isto acabei prestando novo vestibular para Biologia, onde cursei as disciplinas da área mais afim à Biologia Humana. A experiência que tivemos no ISSI, mostrando os diversos aspectos da atividade científica, a livre troca de idéias, os valores que nos eram passados nas diversas atividades foram marcantes e têm pautado muito de minha atividade ainda hoje, como professor associado na área de Oncologia Experimental na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Bruno Hoeltgebaum

Aprendi muito durante o projeto, tanto em termos científicos como culturais. Fui muito bem instruído pelo meu mentor durante o projeto e, mesmo este sendo completamente teórico, visitamos um laboratório do instituto que trabalhava com computadores quânticos. As viagens foram todas muito prazerosas e também durante elas aprendíamos, ou sobre a cultura israelense, ou sobre a fauna e a flora locais. Não só pude participar de um projeto de pesquisa interessante por um mês em um dos institutos mais renomados do mundo, como fiz amizades que levarei para sempre. Com certeza, a viagem para o Weizmann é uma das experiências que mudaram minha vida. Recebi esta mensagem com muita satisfação. Ela me fez lembrar da agradável e interessante experiência que foi participar do "Dr. Bessie F. Lawrence International Summer Science Institute". É um programa único que permite o amadurecimento e o desenvolvimento de uma visão global, e isto, em um momento de nossas vidas em que estamos tomando decisões importantes. O contato com os pesquisadores, com a organização e, principalmente, com os jovens de todo o mundo, fazem deste evento uma oportunidade única de formação e aperfeiçoamento. Sou engenheiro agrônomo, com pós gradução em gestão empresarial e MBA na Ohio University, nos EUA. Trabalho em uma empresa Holandesa, Incotec,líder mundial em tecnologia de sementes, e sou responsável por suas atividades na área comercial na América Latina, além de desenvolver novos mercados e coordenar dois segmentos mundialmente.